Casos de picadas de escorpião crescem 7,3% em São Paulo

O número de acidentes envolvendo escorpiões na cidade de São Paulo cresceu 7,3% entre janeiro e junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal da Saúde da capital, nos seis primeiros meses de 2018, foram notificados 103 casos. Já no mesmo período do ano passado, foram 96 registros.

O aparecimento de escorpiões tem sido cada vez mais comum nas áreas urbanas. O biólogo e vice-presidente da Aprag (Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas), Sérgio Bocalini, explicou ao Destak que a expansão das cidades, construção de moradias irregulares e terrenos baldios com lixos e entulhos passam a ser locais propícios para o aparecimento dessas pragas.

“Os insetos urbanos servem como alimento para eles, como é o caso das baratas. Esse cenário contribui para que eles encontrem um ambiente favorável e se alastrem”, afirmou Bocalini.

Além disso, segundo o biólogo, a espécie mais comum de escorpiões se reproduz sem a presença do macho, o que faz com o número deles se multiplique rapidamente.

A Secretaria Municipal da Saúde esclareceu que o município não registra óbitos decorrentes de contato com animais peçonhentos desde 2016. O último registro de morte por picada de escorpião em São Paulo foi registrado em 2015.

“Na ocorrência de escorpiões, os agentes de saúde atuam com ações preventivas, orientando os moradores próximos das regiões afetadas”, informou a pasta em nota.

Bocalini informou que os escorpiões são predadores noturnos e carnívoros. Durante o dia permanecem escondidos em locais protegidos. “O aumento da temperatura também favorece seu desenvolvimento”, disse.

A recomendação do poder público é de que quando identificada a presença, é necessário informar a Vigilância Sanitária e o Centro de Zoonoses da cidade. Os animais recolhidos vivos são enviados para o Instituto Butantã para coleta de veneno para produção de soro antiescorpiônico.

Os escorpiões seguram suas presas e com o ferrão injetam o veneno que afeta o sistema nervoso central.

“É importante que o controle seja feito por especialistas, porque eles identificam as substâncias químicas, como inseticidas, e se resguardam até se sentirem seguros. Mas há medida preventivas que podem evitar o aparecimento deles”, declarou Bocalini.

Dicas para evitar o aparecimento:

• Manter limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar;

• Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta.

• Não jogar lixo em terrenos baldios;

• Remover periodicamente materiais de construção e lenha armazenados;

• Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros;

• Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha;

• Colocar telas nas janelas, ralos, pias ou tanques;