• R. Adelaide Zangrande, 141
  • Jardinópolis, SP - Brasil

Em seis dias, hospital registra quatro casos de crianças picadas por escorpião e uma morte no Recife


Em seis dias, quatro crianças deram entrada no Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central do Recife, depois de serem picadas por escorpiões. Um dos pacientes morreu, dois estão em tratamento e um teve alta médica.

Segundo a unidade de saúde, a série de internações ocorreu entre a sexta-feira (31) e esta quarta-feira (5). O HR informou, por meio da assessoria de comunicação, que o primeiro caso da série foi registrado às 20h46 da sexta-feira. Morador do Recife, um menino de 2 anos deu entrada depois de ser picado pelo animal e morreu no sábado (1º).

Nesta quarta (5), um menino de 5 anos, também morador da capital pernambucana, foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após ser picado por um escorpião quando estava em casa, na área central da cidade.

A criança, segundo o registro feito no HR, estava calçando um sapato quando ocorreu o acidente com o animal. O menino, de acordo com o HR, tem quadro clínico considerado estável.

Também está em tratamento uma outra criança, que foi levada para uma ala da pediatria para ficar em observação. Nesta quarta (5), de acordo com o hospital, outra criança apresentou melhoras no quadro de saúde e foi liberada para ir para casa. O HR não informou o dia em que esse dois últimos pacientes chegaram à unidade.

Em janeiro deste ano, uma criança de 3 anos morreu depois de ser picada por um escorpião. O caso foi registrado em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.


Estatísticas

No primeiro semestre deste ano, o Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE) registrou um aumento nos atendimentos em casos de acidentes com animais peçonhentos, em relação ao mesmo período de 2017. Segundo a unidade de referência, o número de ataques com escorpiões subiu 10,4%.

O Ceatox informa que no primeiro semestre deste ano foram 674 notificações, contra 610 no mesmo período de 2017. As principais vítimas também são crianças de 1 a 4 anos, com 145 ocorrências, em 2018.

Em casos de acidentes, o centro alerta para a necessidade de lavar o local atingido apenas com água e sabão. Caso a vítima tenha até 12 anos, que tem risco de morte, pode haver indicação do uso do soro.

A aplicação do produto não é orbrigatória, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A utilização será decidida pelo médico responsável pelo atendimento.

No Estado, o soro antiescorpiônico está disponível no Hospital da Restauração (Recife), Hospital Jaboatão-Prazeres (Jaboatão dos Guararapes) e Hospital João Murilo (Vitória de Santo Antão).

No interior, nos hospitais regionais de Limoeiro, Palmares, Garanhuns, Arcoverde, Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Salgueiro, Ouricuri e Petrolina, além do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru.

A população precisa ficar atenta ao acúmulo de entulhos e lixo perto de casa, tapar buracos e frestas existentes, limpar constantemente ralos de banheiros, além de evitar a presença de baratas e outros insetos, principais presas do escorpião.

Centro

O trabalho do Ceatox é auxiliar profissionais de saúde na conduta com pacientes que tiveram algum acidente com animais peçonhentos ou intoxicações exógenas. O 0800 também está disponível para tirar dúvidas da população. O serviço funciona 24 horas por dia.

Cuidados para evitar a presença de escorpião nas residências

  • Manter sempre limpas as instalações da propriedade, principalmente a área em volta da casa
  • Conservar o quintal e o jardim sempre limpo
  • Evitar o acúmulo de lixo e não amontoar objetos antigos em volta da cas
  • Vistoriar cuidadosamente roupas e principalmente calçados antes de vesti-los, e toalhas antes de utilizá-las
  • Usar telas e vedantes em portas e janelas e tapar buracos e frestas existentes na casa
  • Não andar descalço; ao adentrar em mata, utilizar calçado com a calça comprida por dentro das meias, perneiras ou botas de cano longo (que protejam até o joelho
  • Não colocar as mãos em buracos, tendo o cuidado ao sentar em pedras
  • Não manusear esses animais, por mais inofensivos que eles pareçam ser
  • Examinar cuidadosamente o local onde for apoiar ou encostar-se, quando fizer trilhas ou caminhadas em ambientes conservados.

Fonte: G1